Cunha reclama até do pão e é eleito o preso mais chato

A operação que vem tirando o sono de políticos e empresários envolvidos em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro é também um poço de casos curiosos e incomuns para pessoas que estavam acostumadas a luxo e riqueza.

Foto: Lula Marques/Agência PT

Agora, políticos e empresários precisam conviver com faxina nas próprias celas, reclamações no café da manhã e suspeitas de escutas clandestinas.

Um advogado de Curitiba (PR), que tem clientes na linha de frente da Operação Lava a Jato, contou que um dos casos mais curiosos que ouviu foi a eleição do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como prisioneiro mais chato — ele está preso desde outubro de 2016.

“A eleição aconteceu entre os carcereiros do Complexo Médico-Penal de Pinhais (PR), onde Cunha está preso. De manhã, ele reclama que o pão está velho, depois no almoço reclama da carne, e nunca sorri”, contou o advogado, que preferiu preservar seu nome e o do cliente a quem defende.

“Outra situação que os carcereiros comentam foi a que houve no Natal passado. Cunha e outros 17 presos não puderam confraternizar com as famílias e passaram a data como se fosse outra qualquer”, acrescentou.

O advogado de Cunha foi procurado para comentar o assunto, mas não retornou os contatos.

A reportagem completa, com outros casos curiosos, você lê na edição deste domingo (19) do jornal A Tribuna.

Tribuna online / Reportagem: Giordany Bossato

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